Febre em crianças: quando se preocupar e o que fazer?

A febre é um dos sintomas mais comuns que leva pais e mães a procurarem atendimento médico. Ela costuma gerar preocupação, mas nem sempre indica algo grave. Como pediatra, sempre explico que a febre é uma resposta natural do corpo — e o mais importante é observar o comportamento da criança e os sinais de alerta.
Neste post, compartilho tudo o que você precisa saber para lidar com a febre com mais tranquilidade e segurança.

🔥 O que é febre?

Consideramos febre quando a temperatura corporal está acima de 37,5 °C (em axilar). Em crianças pequenas, principalmente abaixo de 3 meses, qualquer elevação de temperatura deve ser levada a sério e avaliada com urgência.

🧠 Por que ela aparece?

A febre é um sinal de que o organismo está combatendo alguma infecção — geralmente viral, como resfriado ou gripe. Porém, pode estar associada também a infecções bacterianas mais sérias, como pneumonia, otite ou infecção urinária.

🚨 Quando devo me preocupar?

Procure atendimento médico se a criança apresentar:
⦁ Febre acima de 39,0 °C em crianças baixo de 2 anos

⦁ Febre que dura mais de 48 horas

⦁ Febre com prostração ou sonolência excessiva

⦁ Manchas na pele

⦁ Dificuldade para respirar

⦁ Vômitos intensos ou recusa total de líquidos

⦁ Convulsão associada

💊 Posso dar antitérmico em casa?

Sim, desde que prescrito por um pediatra e de forma correta. O uso de paracetamol, dipirona ou ibuprofeno pode ajudar no alívio do desconforto, mas o remédio não trata a causa da febre — por isso, observar o quadro geral da criança continua sendo fundamental.

❓ Dúvidas frequentes:

“Toda febre precisa de antibiótico?”
Não. A maioria das febres na infância é causada por vírus, e o antibiótico não é indicado nesses casos.
“Posso dar banho frio para abaixar a febre?”
Banho morno pode ajudar, mas sem exagero. Banhos muito frios causam desconforto e podem piorar a sensação da criança.
“Febre pode causar convulsão?”
Sim, em algumas crianças predispostas, picos de febre podem desencadear crises chamadas convulsões febris. Felizmente, na maioria dos casos, são benignas e sem consequências graves — mas merecem avaliação médica imediata.

🩺 Minha abordagem no consultório:

Durante a consulta, avalio com atenção o estado geral da criança, o histórico da febre e examino sinais que possam indicar infecção viral ou bacteriana. Minha prioridade é sempre trazer clareza, acolhimento e orientar com responsabilidade os pais.
Se você estiver em dúvida sobre o que fazer em um quadro de febre, estou aqui para ajudar.
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Cada pessoa é única. Se os sintomas persistirem, agende uma consulta para uma avaliação completa e individualizada.

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